DuForno – Setembro de 2026

 


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Mês da democracia: o princípio que guia o trabalho do Relacionais

Em 15 de setembro, se comemora o Dia Internacional da Democracia, o princípio maior que norteia o trabalho do Relacionais. O Relacionais tem a missão de disseminar e democratizar os direitos humanos, empoderando todas as pessoas para que se tornem cidadãs com base na Ética, Política e Cidadania, que são nossos pilares.

A democracia tem que ser construída e cuidada todos os dias, não apenas quando vamos às urnas. Ela acontece quando participamos, dialogamos, escutamos, respeitamos as diferenças e ocupamos os espaços de decisão. Para o Instituto de Políticas Relacionais, a democracia tem como base as relações que se estabelecem numa sociedade em que a população participa da construção de políticas, direitos e futuros possíveis.

Falando em futuros possíveis, celebramos em setembro dois lançamentos pela nossa editora, a Selo da Rua, que nos fazem sonhar com um mundo melhor. São eles “A Esperança Ainda Existe”, de Andrea Bico Doce, e “Povos Indígenas e Justiça de Transição – Registros de Memórias que Denunciam Violências”, de pesquisadores e pesquisadoras indígenas.

LIVROS QUE AMPLIAM VOZES

“Escrever é como uma terapia, tem me ajudado muito a crescer”. A frase de Andrea Bico Doce, autora de “A Esperança Ainda Existe”, sintetiza o poder transformador que a escrita pode ter na vida de alguém. Andrea é dependente de crack e morou muito tempo na rua, mas com o apoio do projeto Banho Pra Geral conseguiu contar sua história em “A Esperança Ainda Existe”, lançado pela editora do Relacionais, Selo da Rua, na Bienal do Livro de São Paulo e na Expo Favela, em setembro. O lançamento de Andrea ganhou nota na coluna de Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

Foto 1: Vanessa Mari Labagalini e Andrea Bico Doce (Foto: Julia Suki)
Foto 2: Eduardo Baker, Elaine Moreira, Danilo Tupinikm, Daniela Greeb e Paulino Montejo (Foto: Julia Suki)

O Selo da Rua também lançou na Bienal o livro “Povos Indígenas e Justiça de Transição – Registros de Memórias que Denunciam Violências”, que reúne dados, documentos e depoimentos levantados e organizados por pesquisadores e pesquisadoras indígenas ligados ao Obind (Observatório dos Direitos e Políticas Indigenistas), da UnB (Universidade de Brasília), recolhidos em territórios da Apib por meio de uma metodologia exclusiva de escuta ativa ancestral desenvolvida para o projeto. Os relatórios servem de base para a Apib pressionar o Estado por uma Comissão Nacional Indígena da Verdade.

Ainda na Bienal e na Expo Favela, aproveitamos para promover a obra “O Psicopata”, de Jaci de Oliveira Junior, publicado em 2024. Autor em situação de rua, Jaci criou uma história de suspense onde somos colocados dentro da cabeça de um psicopata.

O MOVIMENTO PELA JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO

Foi um mês movimentado na luta pela Justiça de Transição. Começando por São Paulo, tivemos uma atividade de avaliação do projeto com parceiros e uma visita ao Memorial da Resistência para discutir a criação de uma exposição sobre a CNIV (Comissão Nacional Indígena da Verdade), além do lançamento do livro sobre Justiça de Transição na Bienal.

Daniela Greeb e Paulino Montejo em visita ao Memorial da Resistência, em São Paulo

Depois, o Relacionais, representado pela fundadora Daniela Greeb, foi ao Rio de Janeiro para realizar uma visita técnica e de alinhamento com Juliana Tupinambá, diretora do Museu Nacional dos Povos Indígenas, técnicos do Museu, da Funai e a DocPro, empresa de criação de bibliotecas virtuais, para tratar do tratamento e da digitalização dos acervos indígenas que constam no Termo de Cooperação assinado entre o Relacionais e a Funai.

Visita ao DocPro

O resultado dessa iniciativa vai ampliar o CRVI (Centro de Referência Virtual Indígena), que faz parte do Projeto Justiça de Transição dos Povos Indígenas. Estes documentos servirão para os estudos dos casos de violações contra os povos.

Foto 1: Angelica Ferrão, do DocPro, Juliana Tupinambá, diretora do Museu Nacional dos Povos Indígenas, e Daniela Greeb
Foto 2: Daniela Greeb com técnicos do Museu Nacional dos Povos Indígenas

O projeto é realizado pelo Relacionais em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB, Observatório dos Direitos e Políticas Indigenistas – OBIND da UnB,  Armazém Memória e tem o apoio da Embaixada Real da Noruega no Brasil.

Saiba mais sobre o projeto aqui.

FÓRUM MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA: PROTAGONISMO INDÍGENA

Representantes do movimento indígena, de organizações parceiras e a Embaixada da Noruega avaliaram como positivo o encontro do “Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas” com as lideranças das sete regionais da Apib, organizado pelo Relacionais em Brasília, em julho.

A plenária de avaliação ocorreu online em 25 de agosto. Foram destaques da conversa o apoio à continuidade da iniciativa, o protagonismo dos pesquisadores indígenas, a devolução dos resultados das pesquisas aos povos e a construção de uma metodologia que articula pesquisa documental, memória, escuta e participação indígena.

Até a próxima plenária presencial em novembro, em Brasília, foram definidos os encontros dos Grupos de Trabalho (GTs) do Fórum, onde serão apresentados caminhos para a criação  da CNIV.

GT1 – Mapeamento dos Estudo de Casos de Violações
GT2 – Técnico-Jurídico para a criação da CNIV
GT3 – Articulação e Incidência Nacional e Internacional
GT4 – Comunicação e Sensibilização Social

A Coordenação do Fórum é realizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), pela 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF), pelo Instituto de Políticas Relacionais (IPR) e pelo Observatório de Direitos e Políticas Indígenas da Universidade de Brasília (OBIND-UnB)

Importante mencionar nesse âmbito a realização de uma audiência pública sobre a criação da CNIV na Câmara dos Deputados em 17 de novembro. Promovida pela deputada federal Sônia Guajajara (PSOL-SP), a iniciativa foi uma demanda da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) junto ao mandato. A audiência deve reunir representantes do governo, Justiça, movimento indígena, academia e sociedade civil.

Acesse aqui o site do Forum

BANHO PRA GERAL PERCORRE SÃO PAULO. VOCÊ TAMBÉM PODE FAZER PARTE

Mais um mês de atividades intensas no Banho Pra Geral, onde atendemos pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo com banho, doação de roupas, kits de higiene, alimentos, além de escuta e presença.

Quer ser um voluntário do Banho Pra Geral? Para a formação e o engajamento de pessoas para as ações do Banho Pra Geral, o Relacionais oferece um Curso de Voluntariado online e gratuito. Utilizando técnicas do sociopsicodrama, esse treinamento coloca os aprendizes em contato com possíveis situações por meio de conversas dramatizadas. Você pode conhecer mais sobre o curso neste link.

Doações para o Banho Pra Geral

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UMA PARCERIA COM ESTADO DE SÃO PAULO PARA QUALIFICAR ASSISTÊNCIA A POP RUA

Foto 1: Vanessa Mari Lagabalini, Aldaíza Sposati e Daniela Greeb
Foto 2: Aldaíza Sposati 

O projeto Qualificação de ações da política de assistência social destinadas a pop.rua / SP busca contribuir para o aprimoramento do atendimento a essa população nos municípios paulistas.

Por convite da assistente social Aldaíza Sposati, o Relacionais participa dessa iniciativa por meio de uma parceria com a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), responsável técnica pelo desenvolvimento do projeto junto ao governo do Estado. A formação será realizada por meio da metodologia do Relacionais, que utilizará do psicodrama para trabalhar funções e papeis dos trabalhadores sociais para melhor atender a população de rua.

Até agora, participamos de reuniões de planejamento e alinhamento técnico e apoiamos a preparação do seminário de abertura, realizado em agosto, na FESPSP. O evento reuniu representantes de 26 DRADS (Divisões Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social), da SEDS (Secretaria de Desenvolvimento Social), do CIAMP-Rua SP (Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para a População em Situação de Rua), do CONSEAS (Conselho Estadual de Assistência Social de São Paulo), pesquisadores, especialistas, organizações parceiras e representantes da população em situação de rua.

90 ANOS DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL DA PUC-SP

Daniela Greeb, Vanessa Labigalini e representantes do Centro Acadêmico de Serviço Social da PUC-SP na década de 90

O curso de Serviço Social da PUC-SP completou 90 anos em 2026, pioneiro no país. Formadas pelo curso, as fundadoras do Relacionais, Daniela Greeb e Vanessa Mari Labigalini, participaram da comemoração que aconteceu em 12 de setembro. Elas contaram sobre o tempo em que coordenaram o Centro Acadêmico e sobre suas trajetórias dentro do campo da assistência social.

Vanessa Mari Labagalini e Cida Sampaio na PUC-SP

E AINDA…

ENCONTRE OUTRAS OBRAS DO SELA DA RUA

O Selo da Rua é a editora do Instituto de Políticas Relacionais nasceu para que os que escrevem e não são lidos comecem a ser enxergados como escritores.

Toda e qualquer vida tem seu encanto e sua mensagem.Todos podem ser lidos através de seus escritos. Que possamos selar o pacto de que todos são visíveis perante a vida.

São autores e obras que contemplam questões marginais, ou seja, que estão à margem do comumente tratado nas mídias e no mercado editorial. Assim, o grande tema do catálogo é a diversidade e pluralidade, com principais pilares que contemplam a inclusão social como: povos, raças, gêneros, pessoas em situação de rua, religiosidades, etc.

Conheça o portfólio do Selo da Rua

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