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AGOSTO: MEMÓRIA, DIREITOS E RESISTÊNCIA
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Agosto é um mês que dialoga diretamente com duas das principais frentes de atuação do Instituto de Políticas Relacionais: a luta pelos direitos dos povos indígenas e a defesa dos direitos da população em situação de rua.
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Rafaela Kambeba, Luiza Tuxá, Fetxawere, Braulina Baniwa, Iury Felipe, Danilo Tupinikim, Paulino Montejo, Ayla Tapajós, Rafael Pacheco e Daniela Greeb
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No dia 9 de agosto, celebramos o Dia Internacional dos Povos Indígenas, data instituída pela ONU em 1994 para reconhecer a importância dos povos originários, suas culturas, seus territórios e suas lutas por direitos. Para nós, foi também um momento de reafirmar o compromisso com a memória, a verdade, a justiça e o protagonismo indígena na construção de suas próprias histórias. É uma honra trabalhar com pesquisadores indígenas do projeto Justiça de Transição para Povos Indígenas que lutam todos os dias pelos seus direitos e com parcerias estratégicas da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), do Observatório de Direitos e Políticas Indígenas da Universidade de Brasília (OBIND-UnB), do Armazém Memória e tem apoio da Embaixada da Noruega.
Já no dia 19 de agosto, estivemos na Praça da Sé, em São Paulo, em mais um Dia de Luta em Defesa da População em Situação de Rua. A data mantém viva a memória das pessoas assassinadas no Massacre da Praça da Sé e chama atenção para tantas outras vidas que seguem invisibilizadas pela pobreza, pela ausência de moradia e pelas múltiplas violações de direitos.
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Nossa coordenadora do Banho pra Geral, Vanessa Mary Labigalini, esteve presente nesse momento de mobilização e memória, ao lado de pessoas, movimentos e organizações que seguem na luta pela garantia de direitos.
Mais do que lembrar as vítimas, o 19 de agosto é um chamado à responsabilidade. A situação de rua não pode ser tratada como uma questão individual: ela é também consequência das desigualdades sociais e da ausência ou insuficiência de políticas públicas capazes de garantir proteção, moradia e dignidade.
Neste agosto, entre datas, encontros e mobilizações, reafirmamos um compromisso que atravessa a atuação do Instituto: nenhuma vida deve ser invisibilizada e toda pessoa deve ser reconhecida como sujeito de direitos.
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NOS ENCONTRAMOS NA BIENAL DO LIVRO
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Setembro está chegando e o Selo da Rua já tem encontro marcado com vocês na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
De 4 a 13 de setembro, estaremos no estande da Diversa Livraria, ao lado de editoras que também trabalham com temas sociais, políticos, ambientais e histórias de luta e resistência.
E teremos dois lançamentos especiais:
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Dia 9 de setembro, às 16h, Povos Indígenas e Justiça de Transição: Registros de Memórias que Denunciam Violências com a presença dos autores e das autoras.
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Dia 11, às 18h, é a vez de A Esperança Ainda Existe, de Andreia Bico Doce, escritora em situação de rua com a presença da autora. Esse livro possui apoio da prefeitura de São Paulo via emenda parlamentar.
Serão dias para encontrar leitores, celebrar histórias e ampliar a circulação de vozes que muitas vezes ficam à margem.
Onde nos encontrar: Stand da Diversa Livraria — Rua CC 17 | Espaço Selo da Rua (do número 31 ao 45 — Lateral direita de fora para dentro, visto de frente).
Esperamos vocês por lá!
28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
4 a 13 de setembro de 2026
Distrito Anhembi — Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo – SP
Horários:
Segunda a sexta: 9h às 22h
Finais de semana: 10h às 22h
Domingo (13/09): 10h às 21h
Acesso permitido até 1 hora antes do encerramento.
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ENCONTRE OUTRAS OBRAS LITERÁRIAS NO SELO DA RUA
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O Selo da Rua é a editora do Instituto de Políticas Relacionais, que tem por objetivo editar obras em suporte digital e/ou papel, para dar voz aos que escrevem e não são lidos, para contar narrativas ficcionais e reais, divulgando obras de autores nacionais ao público em geral, a nível nacional e internacional.
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O foco do Sela da Rua está apontado para autores e obras que contemplam questões marginais, ou seja, que estão à margem do comumente tratado nas mídias e no mercado editorial. Assim, o grande tema do catálogo é a diversidade e pluralidade, com principais pilares que contemplam a inclusão social como: etnias, raças, gêneros, pessoas em situação de rua, religiosidades, etc.
O Selo da Rua nasce para que os que escrevem e não são lidos comecem a ser enxergados como escritores. Toda e qualquer vida tem seu encanto e sua mensagem.
Todos podem ser lidos através de seus escritos. Que possamos selar o pacto de que todos são visíveis perante a vida.
E por ser um mês de memória, direitos e resistência compartilhamos alguns do nossos livros:
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Demarcar é Reparar – Olhar Indígena Sobre a Justiça de Transição no Brasil
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O Psicopata. Clique aqui e faça o download do livro.
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Ancestralidade Africana no Brasil – Memória dos Pontos de Leitura. Clique aqui e faça o download do livro.
Conheça mais aqui: relacionais.org.br/portfolio-item/selo-da-rua/
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FÓRUM AVANÇA NA CONSTRUÇÃO DE CAMINHOS PARA CRIAÇÃO DE UMA COMISSÃO NACIONAL INDÍGENA DA VERDADE
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Entre os principais pontos debatidos estiveram a avaliação positiva do encontro com as lideranças das sete regionais da APIB, o protagonismo dos pesquisadores indígenas e a devolução aos povos dos materiais produzidos durante as pesquisas. Também foram apresentados os avanços dos oito estudos de caso, construídos a partir de uma metodologia ancestral que une memória, documentação, escuta e participação indígena.
A análise conjunta também reforçou que muitas violências sofridas pelos povos indígenas, não são episódios isolados, mas parte de padrões históricos de violência que seguem produzindo impactos entre gerações.
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O Fórum segue agora com o aprofundamento dos estudos das violações e a construção de estratégias políticas e jurídicas para a criação da Comissão Nacional Indígena da Verdade. Um processo que reafirma uma premissa fundamental: memória, território, verdade, reparação e não repetição precisam caminhar juntos — com os povos indígenas no centro da construção desse caminho.
O Fórum é coordenado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF), o Instituto de Políticas Relacionais (IPR) e o Observatório de Direitos e Políticas Indígenas da Universidade de Brasília (OBIND-UnB) e apoio da Embaixada da Noruega e tem adesão de mais de 58 instituições indígenas e indigenistas.
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CULTURA, AUTORIA E DIREITO À PALAVRA
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No dia 10 de agosto, participamos do seminário Dizeres da Rua: Autoria e Direito à Cultura, realizado pelo Museu da Língua Portuguesa em parceria com o Museu das Favelas, em São Paulo.
O encontro reuniu profissionais da cultura, artistas, pesquisadores e organizações para refletir sobre o acesso à cultura como direito e sobre a importância de museus, bibliotecas e outros espaços culturais no acolhimento e na valorização das experiências da população em situação de rua.
Nossa coordenadora, Vanessa Mary Labigalini, mediou a mesa O Desejo de Publicar e as Redes de Edição, ao lado de Andrea Bico Doce, Jaci de Oliveira Junior e Alderon Costa. A conversa trouxe para o centro a importância de iniciativas que ampliam o acesso à publicação e criam caminhos para que pessoas em situação de rua possam contar e publicar suas próprias histórias.
Participar desse encontro reforça uma convicção que atravessa o nosso trabalho: o direito à cultura também é o direito de ocupar espaços, produzir narrativas, compartilhar experiências e ser reconhecido como autor da própria história.
Um encontro potente, que fortalece diálogos e abre caminhos para que mais vozes sejam ouvidas.
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NESSE FINAL DE SEMANA NOS ENCONTRAMOS NA EXPO FAVELA SP
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Nos dias 29 e 30 de agosto, o Sesc Casa Verde recebe a Expo Favela SP, um encontro que reúne empreendedorismo, cultura, inovação e diferentes iniciativas que movimentam os territórios das periferias. Dentro da programação, a Favela Literária abre espaço para a literatura, a arte e histórias que precisam ser compartilhadas.
Estarão presentes Daniela Greeb e Vanessa Mary Labigalini, diretoras do Instituto de Políticas Relacionais e do Banho pra Geral; Jaci de Oliveira, autor do livro O Psicopata; e Andrea Bico Doce, autora de A Esperança Ainda Existe, livro que possui apoio da prefeitura de São Paulo via emenda parlamentar.
Será uma oportunidade de fortalecer vozes, trajetórias e iniciativas que transformam experiências em conhecimento, cultura e novas possibilidades.
29 e 30 de agosto
Sesc Casa Verde
Av. Casa Verde, 327 – entrada de pedestres
Rua Soror Angélica, 751 – estacionamento
Nos vemos por lá!
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COMPARTILHAR PARA MULTIPLICAR
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Mais do que realizar ações, o Relacionais também atua na formação de outras iniciativas.
Por meio de consultorias e processos formativos, compartilhamos nossa metodologia do sociopsicodrama e experiência para apoiar a criação e o fortalecimento de projetos de voluntariado e outros em diferentes contextos.
Ensinar a ser voluntário, para nós, é garantir que mais pessoas e organizações estejam preparadas para atuar com responsabilidade, continuidade e impacto real.
Visite o nosso site e saiba mais: https://www.relacionais.org.br/formacao/
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