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Memória da Ancestralidade Africana

21 jan 2011 por em Todos os projetos

 

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O projeto Pontos de Leitura da Ancestralidade Africana no Brasil é uma ação cultural, transversal, que tem por objetivo principal apoiar e estimular iniciativas culturais, já em andamento, voltadas para a preservação e a difusão da cultura de matriz africana.

Partindo do princípio de que a socialização dos saberes é vital para a construção do conhecimento individual e social, demos início ao delineamento do projeto-piloto – Pontos de Leitura Temáticos. A partir desse projeto foi possível estabelecer conceitos e metodologias de estímulo às práticas leitoras, de registro da memória de comunidades tradicionais afro-brasileiras e de criação e fomento à constituição de um trabalho em rede. Os resultados, depois de avaliados e adequados, estarão prontos para serem multiplicados com outros grupos e espaços.

O Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), órgão subordinado à Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB), da Fundação Biblioteca Nacional, ficou responsável pela condução do projeto-piloto, visto que todas as iniciativas do governo federal que envolvem a constituição de novos pontos de leitura são de sua responsabilidade. Mas, cada uma das instituições envolvidas teve um papel determinante no processo de execução do projeto. A SEPPIR foi a responsável pela seleção das 10 comunidades que fariam parte do projeto e pela indicação da lista de 300 obras na temática da cultura negra. A SCDC foi responsável pelo repasse do recurso destinado à compra do acervo temático e o SNBP pela gestão do projeto e pela doação de um conjunto de equipamentos, mobiliários e acervo básico de literatura, composto por 650 livros, compondo assim os Pontos de Leitura da Ancestralidade Africana no Brasil.

Em abril de 2012, com a parceria do Instituto de Políticas Relacionais (IPR), demos início aos trabalhos com a realização de um encontro presencial de aproximação e formação, do qual participaram representantes das 10 comunidades de terreiros e quilombos selecionadas, integrantes do SNBP, da SEPPIR e do IPR. Foram dias de intensas atividades, palestras e debates, culminando com o lançamento oficial do projeto no auditório Machado de Assis, da Fundação Biblioteca Nacional.

 

 

O projeto contou com duas equipes, sendo uma de campo e uma de infraestrutura e logística. Enquanto a equipe de infraestrutura e logística, formada por cinco profissionais, organizava os contatos com os responsáveis em cada lugar que seria visitado, traçava o roteiro de viagem e cuidava do transporte e acomodação, a equipe de campo, composta por dois especialistas em pesquisas com comunidades e um videomaker, realizava o levantamento de dados sobre o território, sobre a comunidade e formatava os roteiros de entrevistas e, a distância, dava início à aproximação com a comunidade que receberia o ponto de leitura.

Foram feitas dez viagens, uma a cada comunidade selecionada. A cada retorno da equipe de campo, todo o material coletado passava por uma transcrição do áudio, edição do vídeo e escrita de um diário de campo, que imediatamente era publicado no site desenvolvido para o projeto. O resultado final congrega mais de 150 horas de gravação em vídeo, 300 horas de áudio coletado e um total de 1.200 fotos. Todas as informações e registros foram organizados e sistematizados em vários suportes, tais como: relatórios de campo de cada visita técnica; mapa do Google com referências geográficas e dados socioeconômicos de cada local, área, cidade e estado; biblioteca multimídia com fotos e vídeos; painel colaborativo; notícias; e uma biblioteca virtual de livros e textos temáticos. Todos esses registros e documentos estão disponíveis no site www.ancestralidadeafricana.org.br.

Durante sete meses, a equipe de campo foi de quilombo em quilombo, de terreiro em terreiro saber dos causos, das histórias, das gêneses e transformações da terra, da vida, do axé de cada morador, de cada pessoa que faz parte da construção da história da ancestralidade africana. Essa experiência ficará para sempre na memória de todos.

Entendemos que o projeto Pontos de Leitura da Ancestralidade Africana no Brasil pode ser multiplicado em todo o território nacional e pode ser considerado o ponto de partida para trabalhar outros grupos que englobam a grande diversidade cultural brasileira. Esperamos com isso ter contribuído para a implementação da Lei 10.639/03, que determina a inclusão desses conteúdos nos currículos escolares, bem como para o combate aos preconceitos e para a promoção de um pluralismo cultural compatível com a diversidade etnorracial do país.

É o resultado de uma parceria entre a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC), do Ministério da Cultura (MinC) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

 

Livro do projeto Ancestralidade Africana:

 

 

 

Redes sociais:

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Saiba mais: http://ancestralidadeafricana.org.br/

Patrocínio:

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