Onde existe um grupo
há conflitos, nosso trabalho é pesquisar esse conflito.
O sociopsicodrama é uma metodologia participativa que favorece
a visibilidade das relações subjetivas nos diversos
grupos e contribui para o exercício pleno da cidadania, fortalecendo
o cuidado com a polis.
O método consiste em entrar dramaticamente em contato com variados
posicionamentos, sensações e conflitos que ainda não
foram explorados. Isto ocorre através de vivências e
jogos dramáticos, onde acontece a descoberta de tendências
de mudança que a própria situação está
pedindo e as pessoas não estão percebendo. O grupo,
em contato com o inusitado, conquista um movimento relacional espontâneo
com a nova situação.
É uma forma de educação para a cidadania não
pelo discurso das palavras, mas pelo curso dos acontecimentos. O próprio
grupo encontra um tema protagônico fundamental para a construção
dos objetos de estudo de intervenções efetivas, respondendo
às demandas da e na sua própria comunidade, onde o cidadão
é o ator principal. O cidadão participa coletivamente
do planejamento, posteriormente da sua execução, da
sua avaliação e da apropriação dos resultados.
DIAGNÓSTICO RELACIONAL
A partir da percepção conjunta do grupo de sua situação
de trabalho, é possível surgirem propostas e encaminhamentos
compromissados coletivamente para o saneamento das dificuldades. Portanto,
através do método sociopsicodramático o diagnóstico
se dá de modo coletivo e participativo, buscando a emancipação
do grupo nas soluções de suas dificuldades e indicando
as necessidades de complementação para outros setores
de diversas competências. Por meio da técnica de INVERSÃO
DE PAPÉIS possibilita tomar a função do cidadão
em sua dinâmica relacional, buscando o desenvolvimento da espontaneidade
e recriando a ação cotidiana buscando nessa experiência
respostas criativas e adequadas no e com o trabalho/comunidade.
PROCESSO RELACIONAL
Considerando-se o modo com o o grupo trabalha a própria produção
e os vínculos procura-se quais os indicadores que estão
gerando os conflitos e onde se situa o problema, encontra-se a solução.
A vivência de situações propicia aos participantes
o clareamento da função/papéis e seus posicionamentos,
suas articulações e rearticulações num
processo de construção de redes para uma melhor qualidade
e produtividade do coletivo em questão identificando qual a
questão protagônica.
O protagonismo parte da importância que o cidadão é
o ator principal, sendo fundamental para a construção
de intervenções efetivas na sua própria comunidade.
A comunidade participa do planejamento, posteriormente da sua execução,
da sua avaliação e da apropriação dos
resultados.